Muito do que encarece uma mudança aqui não tem nada a ver com a mobília. Tem a ver com o edifício e com a rua à porta dele, e nenhuma das duas coisas se resolve no próprio dia.
Grande parte do edificado antigo do centro não tem elevador nenhum, e boa parte do que tem recebe duas pessoas e uma mala — não um roupeiro. Meça a porta do elevador e diga o número quando pedir o orçamento.
Alfama, Mouraria, Bica e partes do Bairro Alto: estreitas, muitas vezes de sentido único, às vezes com degraus. Reservar lugar deixa de ser burocracia e passa a ser o que torna o dia possível.
Vários condomínios definem horários para trabalhos e para o uso do elevador. Perguntar ao administrador antes de marcar o dia custa cinco minutos e evita descobrir a regra com a carrinha à porta.
As empresas respondem melhor a um pedido concreto, e as propostas ficam comparáveis entre si. São sempre estas seis coisas.
A procura desta cidade não é constante. Escolher bem a semana é a poupança mais fácil que existe neste setor.
O preço muda mais entre duas ruas da mesma freguesia do que entre duas freguesias. A rua é que manda.
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Depende da rua. Num prédio com garagem ou numa avenida larga normalmente não. No centro histórico e em qualquer rua onde os moradores andam às voltas para estacionar, normalmente sim. A empresa que lhe der o orçamento consegue dizer só pela morada.
Pode ter regulamento sobre horários de obras e uso do elevador, e vale sempre a pena confirmar com o administrador antes de fechar a data. É um telefonema que evita ter de repetir a marcação.
É a maior poupança à mão, desde que esteja mesmo feito quando a equipa chegar. Caixas abertas e roupa solta demoram mais a carregar do que caixas fechadas e empilhadas, e esse tempo é faturado a alguém.
Acontece com regularidade nos prédios antigos. As saídas são desmontar, subir por fora com equipamento próprio, ou não levar. As três são decisões para tomar antes de marcar o dia, não com a carrinha à porta.
Pode, e é mais comum do que parece — sobretudo quando as datas dos dois contratos não coincidem. Diga-o no pedido, porque muda o veículo, o número de viagens e eventualmente a necessidade de guardar coisas entretanto.
A empresa que fez o transporte, nos termos do que combinou com ela. Peça por escrito o que cobre o seguro e qual é a franquia, fotografe as peças com valor antes de saírem, e registe qualquer estrago no papel da entrega antes de assinar.
Com essas quatro informações e uma foto da sala já dá para dizer se está a olhar para meio dia de trabalho ou para um dia inteiro.
Grátis e sem compromisso. As propostas vêm de quem faz mesmo aquele percurso.